NA BASE DA PRESSÃO

Após cobrança de Sindicatos, BB deixa de exigir visitas presenciais dos gerentes PJ

Após cobrança de Sindicatos, BB deixa de exigir visitas presenciais dos gerentes PJ
terça-feira, 18/01/2022

Após cobrança da CEBB (Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil) de que, mesmo diante do aumento exponencial de contaminação por Covid-19 e por Influenza entre os funcionários, o Banco do Brasil mantinha a exigência para que seus gerentes PJ fizessem visitas presencias para atingir as metas, o banco retirou a obrigatoriedade da visita presencial. Ou seja, os gerentes agora podem priorizar as reuniões com os clientes por videoconferência.

“Esse novo posicionamento é importante, porque o banco toma uma direção que protege tanto a vida dos trabalhadores quanto a dos clientes”, avalia Luciana Bagno, representante da Fetrafi/MG (Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de Minas Gerais). “O movimento sindical continuará atento ao cumprimento dessas medidas pelos regionais e gerentes das unidades”, completa.

“O banco enviou e-mail para os gerentes das especializadas PJ, comunicando a flexibilização da regra de visitas, voltando a aceitar videochamadas e contato telefônico, como era até ano passado”, confirmou um trabalhador do BB.

Sindicatos cobram teletrabalho

Na última quarta-feira (12/01), o portal da Contraf-CUT divulgou uma matéria trazendo denúncias de gerentes PJ que estavam sendo pressionados para encontrar presencialmente os clientes. As autoridades de saúde afirmam que a variante Ômicron, da Covid-19, e a variante H3N2, da Influenza, fizeram explodir o número de casos das respectivas doenças no País, desde o início de 2022 em uma velocidade jamais vista antes.

Em entrevista ao jornal O Globo, concedida também no dia 12, a intensivista e cardiologista Ludhmila Hajjar disse que os sistemas de saúde no País correm o risco de entrar em colapso em apenas uma semana pelo aumento de infectados.

Para José Eduardo Marinho, que é diretor do Sindicato dos Bancários do Ceará e funcionário do BB, o banco agiu precipitadamente ao tentar voltar à normalidade dos atendimentos do modo como eram antes da pandemia. “Não entendemos por que a direção do BB decidiu, antes das organizações de Saúde, agir como se a pandemia estivesse superada. Agora estamos registrando aumento exponencial de trabalhadoras e trabalhadores adoecidos. Isso nos leva a perguntar por que o banco não implementa o acordo de Teletrabalho, que está na mesa de negociação desde meados do ano passado”, questiona.

“O movimento sindical está chamando a atenção para os bancos retomarem o trabalho em home office. Essa, aliás, será a cobrança do Comando Nacional em reunião marcada para esta terça (18) com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos)”, destaca João Fukunaga, coordenador da CEBB.

Fonte: Contraf-CUT

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