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Contraf-CUT orienta aprovação da proposta de manutenção da Cassi

Contraf-CUT orienta aprovação da proposta de manutenção da Cassi
quarta-feira, 15/05/2019

Funcionários do Banco do Brasil da ativa e aposentados, associados à Cassi, votam, entre os dias 17 e 27/05 a proposta para manutenção da caixa de assistência negociada entre as entidades e o banco

A votação da nova proposta de manutenção da Cassi, caixa de assistência dos funcionários do Banco do Brasil ocorrerá entre os dias 17 e 27 de maio. A Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), os Sindicatos do Vida Bancária e a maioria das entidades representativas dos funcionários orientam a aprovação da proposta, que traz avanços em relação à proposta anterior, que foi rejeitada pelos associados
“A proposta mantém os preceitos fundamentais, como a relação contributiva de 60% para o banco e 40% pelos associados; a solidariedade (mesmo cobrando por dependentes); incorpora os novos funcionários no Plano Associados; mantém os pontos fundamentais da governança da Cassi e o equilíbrio entre banco e associados”, informou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, Wagner Nascimento.

“Além disso, traz novos aportes do BB para recompor a situação financeira precária do plano de saúde”, completou.
Se a proposta não for aprovada, o banco volta a contribuir com 4,5% e os associados com 3% a partir de janeiro de 2020, conforme previsto no estatuto, mas o Plano Associados se torna insolvente e corre o risco de sofrer intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Construção da proposta

A proposta que vai à votação surgiu de uma negociação que se deu sob a vigência da Resolução CGPAR 23, que determina às empresas federais que instituam cobrança por dependente ou por faixa etária.
A cobrança por faixa etária foi rechaçada pelas entidades, pois significaria grandes aumentos nas contribuições ao longo do tempo. Nas negociações, o banco avisou que só aceitaria fazer novos aportes à Cassi se fosse estabelecido uma das duas formas de cobrança.
“A proposta é fruto de negociação em uma conjuntura política adversa, em que o governo empossado em janeiro anuncia a privatização de ‘tudo o que for possível’ e não mede esforços para destruir a Previdência Social, cortar direitos trabalhistas, atacar sindicatos e organizações sociais e sucatear os serviços públicos. Diante de tantos ataques, a prioridade, neste momento, foi manter a sobrevivência da Cassi para, quando houver conjuntura mais favorável, buscarmos avanços e a incorporação de direitos”, disse Wagner.

Votação

Todo associado da ativa e aposentado tem direito ao voto. Para votar, os funcionários da ativa podem utilizar o Sisbb (Sistema de Informações Banco do Brasil).

Os aposentados participam pelo aplicativo ou pelos terminais de autoatendimento (caixas eletrônicos).
Para que a proposta seja aprovada, é preciso que mais da metade dos associados, somando ativos e aposentados, exerçam seu direito de voto e que a proposta receba o voto favorável de 2/3 dos votantes.
O jornal dos funcionários do BB O Espelho de maio traz mais informações sobre a proposta e sobre o processo de votação da mesma pelo corpo social.

Fonte: Contraf-CUT

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